21.10.09

Sonhar...


Dormir... Dormir era sempre uma diversão! O menino que nunca dormia sem sonhar e nunca se incomodou com isso até o dia que ele teve seu último sonho. Nesse dia, ele acordou diferente percebendo que o preto estava cada vez mais escuro e crendo que fim do mundo era brinquedo pra criança. Fechava os olhos e a mesma sensação ruim voltava sem piedade. Era como estar preso num pesadelo, amarrado em si mesmo. Tentava não dormir e travava uma luta com o cansaço esperando o sol se ir. Depois de muita exaustidão, dormia. E o dormir já era um cinema cego e o sonhar, um cinema mudo. Um belo dia, ele conseguiu fugir desse pesadelo... Aos poucos foi vivendo e descobrindo que o sonhar já era a coisa mais real que poderia sentir. À medida que crescia de tamanho, aumentava o dom de sentir as coisas e essa vazão misturava com o dom. Voltou a sonhar. Sonhou que sonhava e sempre mais e mais alto. E dormia só para parar de sonhar um pouco, pra ter muito mais pro dia seguinte. Agora ele precisava descansar. E mais um dia se passava. Mais uma vez, o sol se ia. Agora tudo que ele queria era embolar o sonho e jogar debaixo da cama pro espírito descansar em paz... *


* Dedico, Neto Helal.

Um comentário:

kamila disse...

muito massa amiga
faça mais postagem gostei muito